terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Planos para 2008, parte 2


Não adianta pensar... continuo sem muitas respostas.

Férias finalmente chegando, mas com certas pendências chatas de trabalho pra serem resolvidas até quinta-feira. Diários de classe burocratas, relatórios inúteis e a supervisora de ensino querendo que o grupo de professores promova para o ensino médio alguns alunos que simplesmente não fizeram nada o ano inteiro, alguns deles mal sabem ler e escrever direito, e também não se interessaram em aprender. Mas é claro: se o Corinthians foi rebaixado para a segunda divisão, a culpa é de quem mesmo? É dos professores!! Se o rei da Espanha dirigiu um sonoro "porque no te callas?" para o boca-aberta do Hugo Chaves, a culpa é de quem? Adivinhões!! Dos professores, obviamente!


Nem é preciso dizer que esses alunos forem aprovados, ficaremos todos desmoralizados perante os outros alunos que ralaram o ano todo para passar e estaremos passando também a seguinte mensagem subliminar pra os que virão da sétima para a oitava: "aqueles lá não estudaram o ano inteiro e passaram mesmo assim, por que é que vou me esforçar?"


Enfim, são coisas de Brasil. Quem sabe um dia eu possa declarar o meu amor pela profissão de peito aberto de verdade.


Ontem rolou a festinha de confraternização na escola, com direito ao clássico churrasco com cerveja, videokê, e uma brincadeira de amigo secreto maluca, em que se você não gostar do presente que ganhar, pode trocar pelo presente do outro, sem que o outro faça a troca por livre e espontânea vontade. O chapéu de trilha que levei pra presentear bateu recorde de ibope abaixo de zero, mas levei o troco, tirei uma camiseta azul-celeste tamanho gg, mas no final consegui trocar por um lindo jogo de toalhas de banho amarelo-sol. Foi divertido, dei show com Pétala do Djavan no videokê e desafinei com Flor de Liz, do mesmo cantor.


Planos para 2008. A tão esperada listinha das dez coisas que quero fazer o ano que vem. Espero realizar pelo menos 50%. Lembrando que isso de fazer planos ainda soa um pouco estranho pra mim, que há tempos venho vivendo na base do deixe a vida me levar. Mas vamos lá:


Primeiro: trabalhar mais pra juntar dinheiro pra poder sair da casa dos pais em 2009. Não tem muita opção pra mim que não seja dar aula. Então já até corri atrás de inscrição pra entrar como eventual no estado o ano que vem.


Segundo: Fazer um curso de natação. Depois que a gente passa dos 30 tem que correr atrás de praticar algum esporte pra manter o corpinho de 25, já que a lei da gravidade é implacável.


Terceiro: montar um bom projeto de mestrado. Mesmo que eu não comece ainda o mestrado, é importante ter um bom projeto e entrar em contato com os professores que podem orientar a pesquisa.


Quarto: me dedicar um pouco mais ao trabalho. Preciso aprender finalmente a gostar dessa profissão tão nobre. O desafio maior vai ser me dedicar sem me estressar. É possivel?


Quinto: pra compensar o estresse inevitável da dedicação ao trabalho do tópico anterior, sair muito, muito, mas sem gastar muito de preferência. Se possível, fazer mais daquelas viagens curtas de três, quatro dias pro litoral ou pro interior, pra se desligar do mundo, e dá-lhe carteirinha de alberguista.


Sexto: beber menos, porque esse ano bati meu recorde de bebedeiras. Reduzir esse recorde pela metade vai ser a minha meta pro ano que vem.


Sétimo: fumar menos. Ou melhor, reduzir a média diária de 10 para 5 cigarros. Vou até tomar um remedinho pra inibir a vontade de puxar uma fumacinha (de nicotina, tá!?)


Oitavo: fazer um curso de violão pra aprimorar o talento natural ( modesta!!). Isso é algo que tô com vontade de fazer faz tempo, mas ainda não tive vergonha na cara o suficiente para levantar minha bunda acomodada do lugar para correr atrás.


Nono: nonononono, rs. Parar de roer as unhas De UMA VEZ POR TODAS, porque esse ano, eu só parei em ocasiões especiais e para fazer média, tipo no casamento da minha irmã.


Décimo: amar muito, muito, muito, todos os dias e de todas as formas (e posições, hehe!) porque sem amor é impossível cumprir qualquer meta na vida. Falo de todos os tipos de amor! Quero amar muito mais a minha família, meus amigos, meu amor... All you need is love!


P.S.: Vou deixar claro que todas essas metas (exceto a décima, claro) vão passar a valer só a partir de fevereiro, mais especificamente, depois do carnaval, principalmente a meta número 6.


Até mais e se eu não voltar mais por aqui esse ano, feliz Natal e um 2008 cheio de realizações!!










quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Balanço crítico de 2007 e planos para 2008 - Parte 1


É sempre bom, quando chega o fim do ano, fazer um balanço de tudo o que aconteceu pra saber se o saldo foi positivo ou negativo. De certa forma já fiz isso no post anterior (bota anterior nisso, porque quase larguei o blog às moscas!).

Ano conflituoso em vários aspectos, mas acho que no final das contas, o saldo foi sim bastante positivo, como já foi dito.

O que foi ruim: profissionalmente rendi menos do que no ano passado, mas curiosamente, me estressei menos também. Será que isso quer dizer alguma coisa? Será que me estressei menos porque me acomodei com a situação tal qual ela se apresenta?

Fui a um show do Teatro Mágico sábado (mais um!) e me deparei com uma das novas camisetas da trupe sendo vendidas na lojinha com os seguintes dizeres: "Não acomodar com o que incomoda", trecho que faz parte da canção "criado-mudo", que estará no próximo trabalho deles.

Existem situações que não me incomodam mais, talvez por isso tenha me acomodado. Mas e as coisas que incomodam ainda dentro da profissão? Vou ficar perigosamente acomodada a elas? E o meu papel crítico e ético como professora, onde fica? Vou ser uma mera "criada-muda" da prefeitura de São Paulo ou vou fazer a diferença de uma vez por todas? É pra se pensar.

Vale a pena arriscar a saúde em nome de um ideal ou abrir mão de um ideal pra preservar a saúde física e mental?

Aff!! Só perguntas e nenhuma resposta, acho que em 2008 continuarei confusa...


continua...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007


Nossa, abandonei o blog! Parece que só venho aqui quando a coisa fica estranha na minha vida. Agora que estou feliz de morrer, parece que me faltam palavras pra dizer. Comecei o ano sem vida social, com uma dúvida cruel na cabeça, sentindo o coração murcho de tanto não me apaixonar por ninguém, cansada de tanto ter sofrido na escola em que trabalhei no ano passado, e sem plano na vida. Agora chego ao final do ano tão lotada de coisa pra fazer no final de semana que tem coisa que não dá tempo de fazer e acaba ficando pra semana, e haja falta abonada. Fiz poucos, mas ótimos amigos. Vivi dois grandes amores. O primeiro me machucou mas me ensinou muito, e no final das contas restou uma amizade que acredito que deve durar a vida inteira; o segundo é o que está comigo agora, me fazendo feliz à beça, me fazendo acreditar que amar vale a pena e dando aquele colorido de arco-íris pra minha vida.

Já vou começar o ano de 2008 com viagem marcada pra nada mais nada menos que Fortaleza; com planos de ingressar num mestrado, ou pelo menos experimentar pra ver no que dá; com planos de juntar uma grana pra sair de casa, e provavelmente com uma aliança de compromissono no dedo direito, coisa que sempre quis usar mas que nunca tive oportunidade; e com uma possibilidade de continuar na mesma escola e que trabalhei esse ano.

Bom, ainda tenho que organizar a minha listinha das dez coisas que quero realizar para o ano que vem, mas já adiantei aqui algumas delas.

Viver, definitivamente, é muito bom.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


Véspera de um feriadão com duas pontes que são verdadeiros viadutos. Seis dias, dá pra ir à Disneylândia ver o Chapolin Colorado e voltar, como disse uma amiga minha. Todo mundo na escola super feliz porque vai ficar longe daquela zona por quase uma semana. Quer dizer, todos estavam felizes. A diretora da escola fez questão de jogar água no chope da galera e decretou uma reposição de greve na sexta-feira, e o que é pior, cumprindo horário normal de aula.

Isso quer dizer que, teoricamente (repetindo: teoricamente) eu teria que ficar na escola das três até às nove e meia da noite. Numa sexta-feira-ponte -de-super-feriadão. Na teoria, nós estaríamos na escola cumprindo funções burocráticas; porém, na prática, é bem possível que o grupo de professores seríssimos e cumpridores dos seus deveres aperte a teclinha do foda-se e pique a mula pro boteco lá perto, pra tomar cerveja, comer espetinho de "gato" e falar do decote indecente da blusa da diretora. Não vou nem precisar ir à Disneylândia pra me divertir.

Ontem entrei na turma para a qual me dirigi tão gentilmente no post anterior a este. Cheguei e já dei de cara com um dando um "pedala-robinho" no outro; um terceiro jogando bolinha de papel no quarto, um quinto rabiscando a lousa, uma meia-dúzia pra fora da sala e assim por diante. Um berreiro de dar medo. Parei na porta, olhei e apenas disse: não vou nem entrar nessa sala. Virei as costas e fui para a sala dos professores. Só voltei depois que o professor-coordenador foi até lá e botou ordem na bagunça. Mesmo assim, tive que colocar três pra fora pra poder dar continuidade à aula e tive também que sair uma vez pra beber água porque a voz me faltou de tanto que gritei. Mesmo assim, acho que bati o meu record em termos de calma e paciência com aquela sala e até consegui dar aula. Entre um berro e outro, a hora passou até que rápido. Sim, é verdade, tive que me controlar para não mandá-los literalmente f....

O que importa é que estamos em véspera de um feriadão de seis dias que promete, e o meu bom humor está nas alturas!! Portanto, curtam muito, porque eu vou curtir!






terça-feira, 13 de novembro de 2007

Tenho que trabalhar mesmo?

Ai, quase hora de ir trabalhar. O que me consola é que a semana vai ser mais curta. Duas aulas numa sala que é o ó do borogodó, talvez a pior turma que já tive desde que me iniciei nessa carreira de louco. É aquele tipo de turma que você pode se virar de cabeça pra baixo pra chamar a atenção, mas mesmo assim, eles não param de bagunçar. Até desencanei de preparar aula pra eles. Passei o ano todo tentando, conversando, chamando a atenção, dizendo "olha, turminha, vocês não vão chegar a lugar nenhum agindo desse jeito", chamando pai e mãe pra conversar, saindo da sala e xingando meio mundo depois disso tudo, mas... nada adiantou. Então, agora que estamos quase no fim do ano letivo, eu tenho só uma pequena coisinha pra dizer a essa turma: Fodam-se vocês. É anti-ético o que estou dizendo? Foda-se também. Não quero fazer parte do número cada vez maior de professores que pede licença por depressão. Eu me recuso.
O ano que vem a gente tenta de novo, porque a porra da esperança a gente nunca deixa de ter, mesmo.
Sinceramente, ando tão na boa, mas tão na boa que os alunos vão me enlouquecer sim, mas eu não vou estar nem aí. Se preciso for, até sair da sala e deixá-los falando sozinhos eu sou capaz de fazer.
A vida é mais do que isso. GRAÇAS A DEUS!!