sexta-feira, 29 de maio de 2015

Não sei nada. Nada sou. Minha vida está indo para um buraco. Podia ter sido uma grande escritora. Uma grande desenhista. Uma grande violoncelista (não sei se é assim q se diz quando alguém sabe tocar bem violão). Até uma grande professora, pq não? Poderia ter sido uma grande amante na cama. Super sedutora. Mas serei uma grande alcoólatra, uma grande obesa, uma grande desmemoriada, uma grande sem libido, uma grande irresponsável. Uma grande sem sentimentos.
Nossa, isso podia ser o texto do meu epitáfio. Só trocando o tempo verbal.
 Está bem. Tanta coisa aconteceu. Eu mudei de casa. Mudei de novo de casa. Remudei. Porém, as mudanças não foram só de residência. Aconteceram, além das grandes mudanças de humor, mudança de conceitos, mudança de atitudes. Mudança de emprego, ou melhor, não mudança de área, pois continuo sendo professora, mas mudança de foco. Sim, apesar de tudo, é possível salvar a educação. Mudança de opiniões. Medos superados, mas com consequências. Fluoxetina e Bup ajudam a amenizar a tensão. Não me perturbo mais com mazelas. Os gritos dos alunos me deixam apenas preocupada porque vão atrapalhar a reportagem da Globo que eu não sei do que se trata. Só sei que preciso controlar os alunos para manter meu emprego. Simples assim.
A minha vida está diferente depois que meus pais sabem o que eu sou, depois que eu não preciso mais disfarçar nada. E é isso. Por enquanto.
Viver é perigoso. E carece de se ter coragem. Carece de se ter muita coragem. Coisa q eu, no momento, não tenho. O que acontece comigo? Uma onda de amor, uma onda de calor. Sentimentos? Onde estão? Não sei. Sou pedra neste momento. Uma pedra que amanhã se transformará em pó. Pó que se espalha. Pó que se perde. Está em qualquer lugar. Mas sou pedra quase a todo momento. Não só em estado anormal.
Poxa, pq não consigo ser clara?
Amo uma mulher. Sou mulher. Minha alegria é saber q ela está do meu lado. Ela é a minha liberdade. E a minha perdição. Não, não posso culpá-la. Ela é meu amor. Eu sou a perdição de mim mesma.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Essa merda não vai sair disso, não vai sair disso, não vai sair disso. Se apaixonar é uma burrice. Pra que se meter nisso? Por que se envolver com a pessoa errada? Por que se meter com a pessoa errada? Por que amar a pessoa errada? Tanta coisa que poderia ser e que nunca vai ser...
Tanta coisa que poderia ter sido e que nunca foi...
Tantos desencontros...
Tanta ilusão...
Tanto medo que impede que as coisas aconteçam...
Tanta vergonha...
tanta, tanto...
Não sei mais o que dizer nem o que pensar...

sexta-feira, 20 de julho de 2012


Fonte: imagem retirada do site: http://tribarte.blogspot.com.br/2011_07_01_archive.html, em 20/07/2012.

(Microconto no. 1) 

O elefante de Drummond

 

“Amanhã recomeço” – suspirou, após passar as notas para o diário de classe e guardar a caneta vermelha.

 

 (Patricia Lopes)


(Inspirado no poema "O elefante", de Carlos Drummond de Andrade)