quinta-feira, 17 de maio de 2007

Lenço e Lençol
Vander Lee
Composição: Vander Lee

Me apaixonei
Entrei por uma rua sem saída
E já nem sei qual é a minha ou a sua vida
Acreditei que meu amor te fizesse feliz
Perdoa se fiz algum mal pelo bem que te quis

Não sei fazer o tipo mais correto
Eu nunca fui um poço de bom senso
Mas sei abrir a porta
Sei dizer o que penso
E quando quiser chorar
Pode me procurar
sou seu lenço

Não te prometo o céu nem vou te dar um teto
Não vou me transformar num caracol
Não sei andar tão reto
Não perco o futebol
Mas quando quiser se esquentar
Pode me procurar
sou seu lençol.

terça-feira, 15 de maio de 2007


Manhã de clima cinzento. Mas felizmente, o meu humor está ensolarado apesar da frustração de ter perdido a chance de dobrar o meu salário.

Ontem fui ver as aulas lá de São Caetano. Depois de esperar por quase três horas pela chegada do médico que faria o exame, fui atendida e encaminhada para o departamento de educação do município junto com mais dois professores que também haviam sido chamados.

Lá descobri que não poderia assumir o cargo por incompatiblidade de horário. As aulas eram pro horário da tarde e eu já trabalho à tarde. Azar o meu, tive que assinar um termo desistência da vaga, passando a minha oportunidade pra outro. Pra mim não valeria a pena sair de um emprego pra entrar em outro, queria conciliar os dois. Mas fazer o quê. O chato é que é a segunda vez que isso me acontece em concursos. Tá faltando um pouco mais de sorte.

Por outro lado, pelo menos vou poder continuar freqüentando a academia de musculação.

Mas tenho que começar a gastar menos. Tô virando uma consumista de mão cheia. Assim não tem dinheiro que chegue.

sábado, 12 de maio de 2007




Tô aqui diante deste teclado sem saber ao certo o que escrever. Mas tudo bem. Descobri que uma das minhas melhores amigas está grávida. Agora eu sou realmente a única da turma de cinco amigas quase inseparáveis que não casou e constituiu família. Mas isso não me incomoda. Nunca incomodou.


O que me incomoda agora é saber que esqueci da data do aniversário da outra grande amiga da turma de cinco amigas quase inseparáveis. Foi essa semana. Fiquei chateada comigo mesma. Ando preocupada demais com coisas que talvez nem valham a pena e esquecendo das pessoas que eu amo e que estão aqui do meu lado.


Parece que finalmente vou ter o meu segundo emprego. A prefeitura de São Caetano me chamou pra fazer o exame médico. Passei no concurso que fiz o ano passado e estava mesmo esperando. Não fiquei nem feliz e nem triste com o telegrama que chegou na quinta-feira avisando do exame. É mais sala de aula que vou enfrentar, mas também é mais uma graninha que vai entrar no meu bolso. E de grana eu preciso mesmo nesse momento.


Por falar em coisas que talvez não valham a pena, como é bom poder vomitar o sapo entalado na garganta antes que ele faça dela a sua morada. Tenho que começar a fazer isso mais vezes, me sinto bem melhor. Começo a perceber que muito da minha ansiedade vem do fato de não exprimir aquilo que sinto do jeito que sinto e na hora em que sinto.


É, a gente sempre aprende alguma coisa boa com o sofrimento que vem... e no meu caso, espero que o sofrimento me ajude a ter mais coragem, porque de medo eu já estou cheia.


Deixa eu parar por aqui, porque eu já escrevi até demais pra quem começou o texto sem saber ao certo o que escrever.


PS.: Eu disse: "talvez".






quarta-feira, 9 de maio de 2007

Virada à paulista


Ando com uma preguiça de escrever. Bom, mas vamos lá... No final de semana fui à Virada Cultural em SP. Não virei coisa nenhuma. Só assisti no sábado a um show com público recorde do Teatro Mágico - cerca de 40.ooo pessoas assistiram ao show - fato que não foi noticiado pela grande mídia, que preferiu dar destaque à confusão na madrugada de sábado no show do Racionais MC's. Um show com 40.000 pessoas sem confusão não mereceu uma única linha de destaque nos jornais impressos nem nos noticiários de TV. Bom, mas tudo bem...

Depois do show ficamos eu, minha irmã e meu cunhado passeando pelo centro velho. A impressão que me deu é de que realmente não há cidade no Brasil que seja mais cosmopolita do que SP. Gente de tudo quanto é tribo e estilo, família com filhos, gays, punks, bichos-grilo, e outros se misturaram aos mendigos e crianças de rua pra curtir as atrações culturais espalhadas por todos os cantos da cidade.

Voltei pra casa pra dormir e no dia seguinte, domingo, fui ver o show da Zélia Duncan no mesmo local onde ocorreu o do TM. Tinha muita gente também, mas acho que só a metade do que veio pra ver o TM. Ótimo show também.

São Paulo é realmente uma cidade interessante, apesar de ser fedida, cinzenta e cheia de contrastes sociais, como toda grande metrópole.

Não vou escrever mais. Tô deprimida desde segunda-feira, quando eu vi a cena patética da Maria Fernanda Cândido (veja que não é de qualquer mulher que estou falando) se ajoelhando e se humilhando aos pés do Toni Ramos ( aquele tufo de pêlo ambulante) naquela novela chata das oito, implorando pra que ele não a abandonasse mesmo que continuasse com a esposa e com mil amantes. E ele chutando e desprezando. Gente, que que foi aquilo? É o fim dos tempos? Que cena surreal, só em novela mesmo.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Primeiro de maio


Mais um feriadão que se vai, mais um mês que se inicia... Amanhã retorno ao trabalho com uma vontade imensa de não retornar. O trabalho é um mal necessário, fazer o quê. Por mais que aquilo lá me aborreça, é o que paga as minhas contas. Comentário estranho pra se fazer justamente no dia em que se comemora o dia do Trabalho, mas tudo bem.

Assisti a um show do TM no domingo. Maravilhoso como sempre. Eu é que parece que não estava na sintonia adequada. Um pouco daquela sensação de tristeza que me acompanhava antes de conhecer o TM voltou a me perseguir.

Mas agora é diferente, tô vivendo um momento de descobertas intensas, boas, mas que ao mesmo tempo me dão aperto no coração.

É tudo ao mesmo tempo fantástico e estranho, confuso muitas vezes. Ainda sinto uma sensação de que me falta algo, ou melhor, alguém... Por mais que eu queira evitar, esta ausência me persegue por todos os lugares onde vou. Por tempo indeterminado...