domingo, 8 de abril de 2007

"Tédio com um T bem grande pra você" (Renato Russo)

Domingo chuvoso e cinzento. Detesto definitivamente dias chuvosos, ainda mais se caírem em um domingo.
Casa cheia de visitas para a minha irmã acamada. Ela tá insuportável de tão manhosa.
Até a minha ex-futura sogra apareceu por aqui. Aproveitei para perguntar como anda o meu ex. Tá namorando uma garota lá do Espírito Santo que com toda certeza conheceu via internet. Todo feriado prolongado ela entra num avião e vem ficar com ele aqui. Não senti nenhum pouco de ciúmes dele, muito pelo contrário, quero muito que ele seja feliz com uma pessoa legal. Senti foi muita inveja dos dois, isso sim.
Meu Deus do céu, tenho que dar um jeito nessa minha carência... tentei compensar o tédio comendo muito chocolote, mas acho que só consegui mesmo foi engordar uns dois quilos.
Amanhã sempre é outro dia.

sábado, 7 de abril de 2007

Feriado prolongado, prolongadíssimo...
Quinta-feira fui parar no hospital com a minha irmã. Não , não, nada grave, apenas uma cirurgia simples que já estava marcada e que ela tinha que fazer. Passei a noite lá com ela, como acompanhante. Foi a primeira vez na vida que passei a noite num hospital. O que senti? Nada. Cumpri com a minha missão e graças a Deus minha irmã recebeu alta e agora está se recuperando. Hoje tive que ficar tomando conta dela de novo enquanto minha mãe ia a um casamento. Nada de saídas nesse feriadão.
Mas também não faz diferença já que não sinto vontade de sair mesmo. Me sinto estranha hoje, pensando em como me sinto presa, em como as coisas estão mudando em mim e no medo que de vez em quando sinto quando penso nessas mudanças.
Me sinto presa, repito, até pra escrever. Agora mesmo, olho pra essa tela com uma vontade imensa de escrever milhares de coisas que estão aqui dentro de mim, mas alguma coisa me prende, me trava.
Caminho para os trinta e um anos com a impressão de que não consegui alcançar a minha independência, apesar de ter um emprego que me paga até bem e um carro legal; apesar de não depender de ninguém para bancar as minhas contas e apesar de poder sair sem precisar ficar dando muitas satisfações. Mais uma vez, me sinto presa.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão



Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara


Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência


O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência


Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saberA vida é tão rara (Tão rara)


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára(a vida não para não)


Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saberA vida é tão rara (tão rara)


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida nãopara)

terça-feira, 3 de abril de 2007




Muita coisa dentro de mim que não posso expressar...
Dentro do meu carro indo para o trabalho, um mundo de coisas vem à minha cabeça enquanto desvio de um buraco e caio em outro no caminho.
Fiquei pensando hoje: é impressionante como parece que penso menos nas coisas que faço e vivo mais a cada dia... O futuro parou de ter tanta importância.
Se isso é bom ou ruim eu não sei... Gostaria de continuar pensando cada vez menos em certas coisas da minha vida.
Planos? Que planos! Há uns sete anos atrás eu sabia exatamente o que eu queria da vida: fazer faculdade, me formar em nível superior. Consegui, depois de muito sacrifício...
Agora, o que eu quero? Não sei. Talvez juntar uma grana pra comprar um apartamento. Ter o meu próprio espaço, não depender tanto da atenção da minha família. Talvez seja esse o meu único sonho no momento. Não, há outro sim, mas esse eu não posso dizer ainda...
Acima de tudo, quero viver, continuar vivendo sem pensar muito nas coisas que faço.
O meu futuro vai sendo feito enquanto caminho hoje.

domingo, 1 de abril de 2007

RELEMBRANDO HORÁCIO


Sê prudente, começa a apurar teu vinho, e nesse curto espaço
Abrevia as remotas expectativas. Mesmo enquanto falamos, o tempo,
Malvado, nos escapa: aproveita o dia de hoje, e não te fies no amanhã.
Horácio, Odes, Livro 1, ode 11, versos 6-8


O futuro é um relógio adiantado. Pelo menos assim é para mim.

Antecipo tudo na minha cabeça, desde um doce que pretendo comer amanhã até o sofrimento que ainda não veio pra mim.

CARPE DIEM!!! Os vermes que um dia roeram os vermes que um dia roeram os vermes que um dia roeram um certo poeta romano gritaram para mim do fundo do túmulo onde jaz a minha noção de tempo.

Seguir "carpediando" e´o meu grande sonho desde que descobri que não sou quem eu pensava ser...

Até quando viverei em eterno horário de verão?


... ... ...



Acho que no fundo, o futuro é um presente disfarçado de daqui a pouco, um agora que vem a cada segundo.

A distância entre presente e futuro é a mesma que existe entre vida e morte: distância tênue, quase imperceptível. Em um segundo estou assobiando enquanto ando pela calçada e, no seguinte, sou tragada pela mesma calçada em que caminho.

A gente perde tempo demais pensando num tempo que ainda não aconteceu e esquece de olhar ao redor e sentir o agora.

E se formos ainda mais além, perceberemos com mais clareza qual dos dois tempos - presente ou futuro - oferece maiores vantagens: o presente é a vida, já o futuro...


E o passado? É a experiência boa ou ruim. Sou hoje o resultado daquilo que vivi de alegre ou de triste. Algumas coisas em mim mudaram com as experiências; outras, felizmente ou infelizmente, continuam na minha essência e talvez continuem até a minha morte.

Mas a vida mesmo é o que a gente faz agora... ou deveria ser.