sexta-feira, 14 de março de 2008

Em sua homenagem


"Aconteceu quando a gente não esperava.
Aconteceu sem um sino pra tocar.
Aconteceu diferente das histórias,
os romances e as memórias têm costume de contar.
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas.
Aconteceu sem um raio de luar.
Aconteceu sem que o mundo agradecesse,
sem que as rosas florescessem,
sem um canto de louvor.
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama.
Só o tempo fez a cama
como em todo grande amor."

(Péricles Cavalcanti)


Ela teria todos os motivos do mundo para enlouquecer, mas lida com todas as adversidades da vida com racionalidade e, principalmente, serenidade. Pesa todos os prós e contras antes de tomar qualquer decisão e, como ela mesma disse uma vez para mim, molha o travesseiro de tanto chorar, mas no final consegue que tudo dê certo.

Acho que ela só me trocaria pelos três gatos que tem em casa, de quem cuida como se fossem os filhos que ainda não tem. Aliás, eles são os únicos motivos pra ela me dar alguma bronca: "Não joga fumaça de cigarro na Bruna!" ou "não bate assim na bunda dela". Confesso que às vezes "judio" dos bichinhos só pra vê-la ficar brava. Eu adoro as caras e bocas que ela faz sempre que alguém fala de gatos ou sempre que aparecem imagens de bichanos ou outros bichos fofos na TV.

Ela também pega no meu pé quando bebo um pouco além da conta, tanto que diminuí as cervejas por causa dela. Tá certa, fica preocupada porque quase sempre depois eu vou dirigir.

Sei que quando ela olha pra mim, acredito na existência do amor verdadeiro. A vida fica mais leve porque ela está comigo segurando a minha mão. O seu sorriso vem com bônus porque seus olhos sorriem junto com os lábios numa ternura inexplicável. Quando me abraça, o faz como se fosse a última vez, com uma entrega absoluta.

Me respeita como nunca fui respeitada nos meus relacionamentos anteriores. Por trás da sua aparente fragilidade, se esconde alguém com a força e a independência que só quem já sofreu muito na vida é capaz de ter. E é essa força que ela procura passar pra mim nos momentos em que penso que nada está dando certo.

A verdade é que me deparei com um tipo de amor diferente desta vez: amor à prestação, que se constrói aos poucos. Claro que é bom, e é fato que já não consigo mais me imaginar sem tê-la comigo. E sei que um dia vou poder dizer-lhe olhando nos olhos sem sombra de dúvida nem medo algum: EU TE AMO.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Concordo plenamente!

PRA QUE SERVE UMA RELAÇÃO?

por Dr. Drauzio Varela, médico cancerologista e escritor

Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?
"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil”.Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. Algumas pessoas mantêm relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração. Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada: uma pessoa bonita a seu modo.Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.Ah se todo mundo pensasse assim!!!!!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Qualquer semelhança não é mera coincidência


"Pão e Circo: com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta."



Por que será que isso me lembra tanto a política do atual governo da prefeitura de São Paulo em relação à educação?

terça-feira, 11 de março de 2008

Que alívio...




“Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho!”
(Mário Quintana)


Pois é, depois de uma tempestade que durou um mês, parece que finalmente veio a calmaria. E minha mãe me disse lá do alto da sua fé evangélica que às vezes as provas vêm pra poder fazer a gente acordar e que às vezes Deus nos tira algo, ficamos aborrecidos, mas no final nos recompensa trazendo algo melhor do que aquilo que tínhamos. Dito e feito.

Não adianta espernear, chorar, se estressar. Aprenda a lição: não fique triste se você perdeu o Brad Pit agora, vai saber se você não perdeu o Brad pra ganhar a Angelina Jolie depois.

Brincadeiras à parte, o fato é que agora posso dizer que Deus não me esqueceu como eu pensava. E ainda pude aprender uma grande lição: parar no tempo não é bom pra ninguém.

Descobri, durante esse mês, que eu tive um período bravo de hibernação. Não fiz curso nenhum, me acomodei com as "vantagens" de ser funcionária pública; esqueci algumas regras básicas de quem vive numa cidade como São Paulo, que te come pelas beiradas: aqui, quem sai pro vento, perde o assento.

terça-feira, 4 de março de 2008


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Tanta coisa acontecendo e eu praticamente não tenho o que dizer. Tudo tão confuso...
Quero dormir e só acordar quando tudo tiver passado.

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Dormir não é o mesmo que fugir? Sei lá...

Sei que o sistema está travando e eu preciso reiniciar... Reiniciar? De novo?

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Me sinto como uma bolinha de ping-pong

Tô parecendo o mineirin em crise existencial, não sei onqueuetô nem pronqueuvô.

Não é culpa minha desta vez. Raquetes de ping-pong, ou melhor, fatores externos estão embolando o meu caminho.
Ai, quero dormir e só acordar lá na laje de casa, pra ficar cega de tanto ver aquele pôr-do-sol que eu só agora percebi que é lindo.

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