sexta-feira, 18 de setembro de 2009


Clique no link abaixo e dê uma olhada no vídeo da campanha do Mec pela valorização o professor:



http://portal.mec.gov.br/centraldemidia/play.php?vid=459



A intenção é boa, mas como professora, na atual realidade, eu responderia às perguntas do vídeo mais ou menos assim:



Onde você trabalha, as pessoas sempre te dão as opiniões mais honestas?

Sim, e quase sempre as mais mal educadas também, do tipo, "detesto essa professora, quando é que ela vai faltar?" Ou " Você é uma chata!" "Não sei pra quê essa matéria vai servir na minha vida" " Cala a boca, você é uma filha da puta."



...Fazem perguntas que ninguém pensaria em fazer?

Sim: "professora, você já deu o cu?"



Você consegue debater com gente que realmente quer formar a própria opinião?

Sim, consigo debater a cabeça na parede e, às vezes, consigo "deapanhar" também, com direito a ameaça de morte. "Querer formar a própria opinião?" Eles já tem a própria opinião formada, e ai de você se discordar deles; se eles mesmos não te ameaçarem, os pais ameaçam, ou o governo ameaça, porque o aluno sempre tem razão, a lei está do lado dele.



E pra finalizar, o apelo: Trabalhe com as pessoas mais interessantes (?) do mundo: seja um professor.

Aliás, que campanha é essa do MEC? Será que não a lançaram porque o quadro do magistério no Brasil já está começando a ficar defasado? Afinal, cada vez menos pessoas se interessam em seguir a profissão porque já perceberam em que condições o professor tem que trabalhar para receber o salário que recebe.

sábado, 22 de agosto de 2009

De volta...


Uma loooooonga pausa.... e dentro dela alguns fatos ocorridos:

Recesso que (graças a Deus) se extendeu, desta vez com sol e calor para matar alguns desses virinhos chatos da gripe do porco, e um bom descanso merecido depois do estresse do primeiro semestre;

Bons momentos para conversar com a Bete amigona, que está me ajudando com sua criatividade e bom humor a renovar minha forma de trabalhar;

E parece que pode dar certo. As aulas diferentes podem surtir, a médio prazo, pelo menos a possibilidade de não bater de frente a toda hora com alunos inconvenientes e, além disso, pode fazer com que boa parte do esforço do aprendizado recaia sobre os alunos e não mais somente sobre mim. Quanto menos eu falar e quanto mais os alunos trabalharem, melhor. Mas colega, planejar aulas mais dinâmicas é muito mais difícil e trabalhoso. Não é à toa que eu tô me sentindo agora como se um trator tivesse passado por cima de mim.

Assinatura do contrato, finalmente, apesar de que eu só vou ter a certeza de que o apê é nosso mesmo depois que eu puser os pés para morar lá. Estivemos lá a semana passada para tirar algumas medidas e, é estranho, aquilo ali vai ser meu, mesmo? Talvez a mudança ocorra, caso não dê mais nenhum rolo, no final de setembro. Tomara.

A tentativa de parar de fumar fracassou, mas pelo menos diminuí, até porque a chata da lei anti-fumo acaba ajudando pra isso. É fato, detesto admitir isso, mas eu gosto da sensação de moleza que eu tenho quando dou as minhas tragadas.

Arrumando as gavetas, e jogando fora as roupas velhas e inúteis que só estavam ali ocupando espaço para quem sabe, substitui-las por novas, caso eu dê a sorte de sobrar dinheiro. Aliás, isso de se desfazer das coisas velhas e substituir por coisas novas bem que serviria como metáfora para a situação da minha vida agora. Eu diria que nesse momento as duas palavras-chave da minha vida são MUDANÇA e RENOVAÇÃO.

Que assim seja.

terça-feira, 28 de julho de 2009


Um mês de julho cinzento, frio, no meio de um recesso igualmente frio e cinzento. Frio e cinzento é o meu atual estado de espírito. Me perguntam por quê. Não sei dar uma resposta definitiva, não sei mesmo. Gostaria de ser direta e pontual, dizendo: "Me sinto fria e cinzenta por causa de tal motivo." E ponto. Mas não sei o que se passa.


Só sei que há um buraco imenso dentro de mim. Uma angústia que massacra meu coração, me tira a vontade de lutar, de seguir em frente. E o pior, não entendo o motivo. E será que há motivo?

segunda-feira, 20 de julho de 2009



"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você". (Kim Hubbard)

Na vida, a gente passa por milhares de relacionamentos amorosos. Por mais sólidos que sejam, eles um dia podem acabar. Com o fim, o que sobra pode ser o distanciamento , mas também pode ser uma amizade legal.

Relacionamentos amorosos acabam, grandes amizades duram a vida inteira, independente dos altos e baixos por que passamos, independente dos caminhos que cada um escolhe caminhar. Então, o que vale mais?
Desejo a todos os meus poucos amigos, próximos ou distantes, um excelente Dia do Amigo!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A "liberdade" de escolha


Tentando parar de fumar. Neste momento, estou há três dias sem dar baforadas (seriam seis dias se não tivesse tido uma recaída na segunda-feira).

Como me sinto? Como uma criança numa festa de aniversário doida para enfiar a mão no bolo e dar uma lambidinha, mas que fica quietinha só olhando porque sabe que se fizer isso vai deformar o bolo. Ela pode até fazer, porque não tem ninguém olhando, mas sabe que não deve.

Aquela história do livre arbítrio: você pode fazer tudo o que quiser da sua vida, mas deve estar preparado para as consequências futuras.

A boa notícia é que tais consequências podem ser felizes, afinal. Otimismo, por que não?